Crepusculomania

26/09/2009

Hora do post polêmico. *rufar dos tambores*

A mania pela série Crepusculo nem está mais tão quente assim, mas outro dia estava eu lembrando, e discutindo, sobre o sucesso da tal série. Afinal de contas, se for analisada friamente, o que Crepusculo tem de especial? É a clássica história do amor-impossível-que-se-torna-realidade revisitada pela milésima vez. Com um adicional, a autora decidiu pegar a já famosa e clássica lenda do vampiro. E foder com ela todinha.

Crepúsculo

Crepúsculo

Afinal, os “vampiros” de Crepusculo são tudo, menos vampiros. Não vou parar aqui pra citar todas as mil e uma modificações grotescas feitas na famosa lenda pela autora. Aliás, vou sim. Mas vou citar apenas uma, por que essa é impagável. Uma passagem, tanto do livro quanto do filme, é absolutamente imperdível. Nosso querido “vampiro” protagonista, Edward Cullen, leva sua pretendente e tetéia Bella para o alto das montanhas e revela o que ocorre quando ele é exposto ao sol. *mais um rufar de tambores, por gentileza* Ele… brilha. É… brilha. Tipo… porpurina. Mas o melhor não é isso, e sim a frase proferida pelo protagonista neste fatídico momento. Ele diz: “The skin of a killer.” Quantos assassinos brilhantes você já viu por aí? É, nem eu.

The skin of a... killer?

The skin of a... killer?

Mas nãão, eu não me dei ao trabalho de escrever este post apenas para ofender a série. Aliás, não era esse o objetivo, apesar de eu não ter resistido. O real objetivo deste post começa aqui. Discutir sobre por quê Crepusculo é um sucesso tão grande. E aí meu amigo, nós chegamos ao que realmente presta na série. A estratégia de marketing impregnada em cada palavra dos 4 livros. É isso aí, há uma grande lição em Crepusculo. Afinal, a série atinge seu público alvo com absoluta maestria.

“Ah, mas você não acha a série ruim, não acha que destruiu a lenda do vampiro #mimimi?”. Acho, mas é justamente essa a questão. Eu não sou o público alvo da série. A série foi feita e modelada para atingir meninas. Não qualquer menina, meninas românticas e incompreendidas. Meninas que não hesitariam em se “apaixonar” por um “charmoso” (vai entender, tem gente que acha) vampirão branquelo. E nesse quesito, não há falhas. A série atinge seu público com cada letra, palavra, frase. A história da menina tímida e isolada, que se sente “A Stranger In a Strange Land” que, de repente, descobre o amor nas mãos do cara mais gatão da escola (que por acaso também é um vampiro, viva os anos 80) é simplesmente imersiva para quem gostaria de estar lá.

O filme.

O filme.

Até nas temáticas a autora acertou para atingir seu público, afinal mal há contato corporal entre Bella e Edward. O romance é puramente… romântico. Sem beijos, pegação, nothing. O romance perfeito, perfeito para o público alvo, é claro.

Crepusculo chegou ao sucesso onde dezenas, centenas de outros falharam. Muitas boas histórias se perdem por tentarem atingir à todos os públicos. Afinal, elas acabam não atingindo nenhum. Polêmica como é, divisora de opiniões, a série Crepusculo atingiu seu público exatamente como quis. Gerou amor em muitos, e ódio em mais ainda e levanta (e vai continuar levantando por um bom tempo), ferrenhas discussões onde quer que seja citada. Boa ou ruim, pra mim é uma lição.

Em homenagem a Mari, ao som de Decode, do Paramore. Ou de Supermassive Blackhole, do Muse.

4 Responses to “Crepusculomania”

  1. Mari Says:

    Obrigada pela homenagem, querido. Não acho que o alvo seja meninas tímidas, estranhas e românticas, ou talvez eu esteja um pouco enganada sobre mim. Whatever, o fato é que você está certo em relação ao sucesso. Talvez pudesse ser melhor ainda se tivesse pegações frenéticas (todo mundo gosta, por sinal). Grande beijo!

  2. Mandinha Says:

    Nossa, assunto meio discutido pra tratar não?! Bom, entendo o seu ponto de vista, confesso que comecei a acompanhar a série e tudo pq amo coisas de ficção, ainda mais envolvendo vampiros, mas parei de acompanhar no meio do caminho pq percebi q tava virando coisinha de meninas iludidas mesmo, sabe. Pensei q poderia ficar melhor, mais ficou fantasioso demais, mas concordo com as coisas q vc disse, tem mta menina q sempre sonhou com principe encantado e quer isso em algum lugar, e Crepusculo ta ai pra isso… E as caracteristicas vampirescas originais praticamente ñ existem, o vampiro se tornou um personagem “santo” nessa saga, isso é fato, e acho q estragou um pouco tbm. Bram Stoker deve até ter se revirado no túmulo com isso… O que vc falou ñ deixa de ser verdade mesmo.

  3. Mandinha Says:

    Em resumo, essa saga poderia ser bem melhor. XD

  4. Marina Says:

    EU AMO CREPÚSCULO!!! hahahaha ;p


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